CET: o número que revela o custo real de um empréstimo

Comparar crédito só pela taxa de juros é armadilha. Entenda o que é o Custo Efetivo Total (CET) e como usá-lo para decidir melhor.

Trilha Crédito consciente · Leitura de 5 min

Duas propostas de empréstimo com a 'mesma taxa' podem ter custos finais bem diferentes. Isso acontece porque a taxa de juros é só uma parte da conta. O número que mostra o custo completo tem nome: CET — Custo Efetivo Total.

O que entra no CET

  • Taxa de juros da operação;
  • IOF (imposto sobre operações financeiras);
  • Tarifas e custos administrativos, quando houver;
  • Seguros embutidos na operação, quando houver.

Por regra do Banco Central, toda instituição é obrigada a informar o CET antes da contratação, em percentual ao mês e ao ano. É esse número — e não só a taxa anunciada — que você deve comparar entre propostas.

Como comparar duas propostas na prática

  • Compare sempre o mesmo valor e o mesmo prazo nas duas propostas.
  • Olhe o CET ao ano de cada uma — é o comparativo mais honesto.
  • Confira o valor total a pagar no fim do contrato (parcela × número de parcelas).
  • Desconfie de parcela 'que cabe no bolso' com prazo muito longo: prazo maior dilui a parcela, mas aumenta o total pago.

Por que modalidades diferentes têm CET tão diferente

O custo do crédito reflete o risco da operação. No consignado, a parcela é descontada em folha, o risco de atraso é menor e os juros tendem a ser menores. No rotativo do cartão e no cheque especial, não há garantia nenhuma — e os juros estão entre os mais altos do mercado. Entender isso ajuda a escolher a modalidade certa para cada situação, e não apenas a mais fácil de contratar.